A Secretária de Saúde e Assistência Social de Timbó, através da Vigilância Sanitária, tem desenvolvido ações educativas em relação à presença do Caramujo Gigante Africano. O Achatina fulica, seu nome científico, é uma espécie nativa da região nordeste da África e foi introduzido ilegalmente no Brasil, na década de 1980, como alternativa para criação de “escargot”. Porém, a denominação “escargot” para a espécie Achatina fulica é imprópria por razões técnicas e científicas, e a sua comercialização e consumo caracteriza fraude e má-fé no comércio.

De acordo com a Vigilância Sanitária, o Caramujo Gigante Africano pode ser encontrado em hortas, quintais, jardins, pomares, plantações abandonadas, terrenos baldios urbanos, bordas de mata, margem de brejos. Seu hábito alimentar é de folhas, flores e frutos de diversas espécies.

O caramujo tem formato cônico pontiagudo, mede de 10 a 15 cm de comprimento, e possui tons de marrom claro e marrom escuro.  A desova acontece entre 4 e 5 vezes por ano, com 50 a 400 ovos por postura. Os ovos ficam semienterrados e eclodem no período de 2 a 3 semanas.

“A espécie exótica não deve ser confundida com o caracol nativo brasileiro (Megalobulimus sp), por ele se tratar de uma espécie da nossa fauna e a sua eliminação implica desequilíbrio ecológico e impacto na fauna brasileira”, explicou a Carlos Busarello, coordenador da Vigilância Sanitária de Timbó.

Alguns pontos podem ser observados para distinguir o Caramujo Gigante Africano do Caracol Nativo Brasileiro. “A Concha do Achatina fulica, Caramujo Gigante Africano, é mais alongada e pontiaguda, possuindo coloração mais escura, com mais giros, e a borda afiada e cortante. Já a concha do Megalobulimus sp, Caracol Nativo Brasileiro, tem menos giros, é traseira e a borda é mais arredondada e não cortante, com coloração mais clara”, acrescentou Busarello.

O que fazer quando encontrar o Caramujo e seus ovos?

Busarello explica que ao encontrar o caramujo africano ou seus ovos, os mesmos devem ser coletados/capturados manualmente, com o auxílio de luvas de borracha ou similar, e incinerados (queimados) em fornos que tenham esta finalidade ou em latões. “A coleta/captura deve ser repetida com frequência, ao longo do ano, sem interrupção”, ponderou. Em caso de contato acidental com o animal ou seus ovos, as mãos devem ser levadas com água e sabão.

Recomendações:

·         Após o procedimento de captura, retire as luvas e lave muito bem as mãos;

·         A operação deve ser repetida sempre que novos caracóis forem localizados, sendo que o controle periódico é fundamental;

·         Mantenha os quintais e terrenos baldios sempre limpos, durante todo o ano, procurando eliminar a presença de vetores e outros animais indesejáveis;

·         Não jogue caracóis vivos diretamente no lixo doméstico ou em qualquer outro local;

·         Não utilize sal de cozinha. Seu uso é desaconselhável por ser ineficiente nestes casos, além de salinizar o solo.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a Vigilância Sanitária de Timbó pelo telefone 47 3399-0220, ramal 6, ou presencialmente na Rua Aracaju, 60, Centro, Timbó – Policlínica.

Figura 01

(Esq.) Concha de Achatina fulica, mais alongada e pontiaguda, possuindo coloração mais escura. Possui mais giros, a borda é afiada e cortante. (Dir.) Concha de Megalobulimus sp com coloração mais clara, menos giros, traseira e borda mais arredondada não cortante.

 

Assessoria de Comunicação

Imagem: Divulgação

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