Neste ano o pagamento à vista do IPTU de Timbó auxilia duas entidades que prestam serviços essenciais, salvando vidas em nosso município diariamente, que são a Associação Renal Vida e o Hospital e Maternidade Oase.

Já faz 22 anos que a Renal Vida mantém vivas pessoas que sofrem com doenças renais, salvando inúmeras vidas. Com capacidade de realizar 88 diálises por semana, e atendendo a 93 pacientes, a Associação ultrapassou sua capacidade máxima, sendo necessária a construção de um espaço adequado para garantir tratamento e conforto a todas essas pessoas.

Hoje, os atendimentos são feitos em uma construção no terreno do Oase, que já passou por diversas adaptações para poder atender a todos que precisam. Por estarem muito próximas, as duas entidades trabalham em parceria, e foi através dessa comunicação que surgiu a ideia de construir um prédio, de cinco andares, que terá dois deles destinados ao tratamento de pacientes com doença renal.

“Nossa maior dificuldade hoje é realizar todos esses atendimentos. A estrutura na qual estamos foi adaptada como deu, mas está longe de ser o ideal. Não há muito espaço e sempre chegam pacientes novos, que dependem da diálise para continuarem vivos, aguardando sua vez de receber o transplante de rim. Por isso que esse valor que será destinado, através do pagamento à vista do IPTU, é essencial para nós”, explica o coordenador da Renal Vida e médico nefrologista, doutor Ian Robert Rehfeldt.

A ideia é demolir esse prédio que existe ali hoje e subir um novo, no qual os outros dois andares serão do Hospital Oase e o quinto da Oaset (que é a entidade proprietária do terreno). Se trata de uma construção que gira em torno dos R$ 10 milhões, do qual cerca de R$ 4 milhões será pago pela Renal Vida.

“Como a grande maioria dos pacientes hoje faz a diálise pelo SUS, e o Sistema não cobre o custo inteiro que esse processo demanda, nunca sobra dinheiro em caixa para investir. A verdade é que trabalhamos às custas de um prejuízo a cada sessão de diálise”, comenta o doutor Ian.

A diálise, basicamente, trabalha para substituir a função do rim, que é filtrar as toxinas do corpo que são prejudiciais e, se não forem eliminadas, levam à morte. “Sem a diálise, todos esses pacientes já não estariam mais aqui. Ela é feita três vezes por semana, para cada paciente, durando quatro horas cada sessão”, esclarece o doutor Ian.

Com a construção desse novo prédio a Renal Vida passaria a ter, em média, 30 pontos, oito a mais do que hoje, aumentando a capacidade para realizar mais de 100 diálises por semana. “Para isso acontecer é preciso de espaço e estrutura. Importante falar que é uma obra da sociedade, para a sociedade, que é quem precisa desse serviço. Contamos com a colaboração dos timboenses para garantir um tratamento ainda mais digno e eficaz aos nossos pacientes de Timbó e região”, reforça o doutor Ian.

 

Assessora: Aline Brehmer/Ascom PMT

Arquivo PMT

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